Carteira Recomendada de BDRs e ETFs – Julho 2026

Carteira Recomendada de BDRs e ETFs – Julho de 2026

Foto de perfil divertido com frase engraçadaFilipe Villegas
Estrategista de Ações

 

Acompanhe o conteúdo e veja os melhores BDRs e ETFs para investir em julho de 2026.

No exterior, junho consolidou a força das bolsas americanas e ampliou o contraste com os emergentes. Os índices de Nova York renovaram máximas e caminharam para um dos melhores trimestres em anos, sustentados pela reavaliação positiva do trade de Inteligência Artificial e pela liderança de semicondutores e infraestrutura digital. O movimento, porém, deixou de ser linear: a concentração em poucas empresas de tecnologia tornou o setor também fonte de volatilidade, com correções e questionamento de valuation ao longo do mês.

A leitura que ganhou corpo é a de que o fortalecimento do dólar deixou de ser tático para parecer estrutural. Com a autoridade monetária americana mantendo os juros sob mensagem mais dura, presa a uma inflação acima da meta, enquanto Wall Street liderava puxada por tecnologia, ganhou tração a tese da volta do Excepcionalismo Americano, em que o capital global se reorganiza em torno do crescimento, dos juros reais elevados, da liquidez e da liderança em IA dos Estados Unidos. Nos criptoativos, o ambiente seguiu condicionado ao apetite por risco e ao dólar, sem catalisador novo que justifique elevar exposição.

Desempenho

 

Cenário Macro

Lá fora, o eixo do mês foi a descompressão do petróleo. A trégua entre Estados Unidos e Irã, com a recomposição mais rápida que a esperada do tráfego no Estreito de Ormuz, levou o Brent de volta a níveis próximos aos anteriores ao conflito, na maior queda trimestral em anos, principal canal de transmissão para a inflação global e as curvas de juros, ainda que o risco geopolítico não tenha saído por completo do preço.

No centro do tabuleiro, o Federal Reserve seguiu como o principal contrapeso ao otimismo, mantido em compasso restritivo por dados de inflação resistentes, num quadro em que um dólar estruturalmente mais forte tende a apertar as condições globais e a elevar a seletividade dos investidores. Para julho, o calendário define o tom: os dados de inflação e emprego dos Estados Unidos, com PCE e payroll abrindo o mês, o desdobramento das negociações entre Estados Unidos e Irã, e, no Brasil, o IPCA-15 e o Boletim Focus, além das próximas pesquisas eleitorais e do Copom de agosto, que precisará validar um corte gradual sem contaminar as expectativas longas.

 

 

 
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ESTRATÉGIA: como estamos nos posicionando

De onde viemos. Na ponta internacional, a carteira já estava na tendência mais limpa do mercado, com exposição aos temas estruturais de Inteligência Artificial, semicondutores e data centers via BDRs e ETFs, nas carteiras BDR 5+ e ETF Macro, com a exposição cambial embutida cumprindo também função de proteção; na renda fixa, combinava maior peso em pós-fixado com títulos IPCA+ longos sustentados por juros reais historicamente altos.

O que o mês revelou e para onde apontamos. Junho confirmou a força da tese internacional, mas expôs sua concentração: a liderança da tecnologia americana sustentou os índices enquanto correções pontuais lembravam que o trade de IA virou um dos mais concentrados do mercado, e, portanto, fonte de volatilidade. A casa mantém a exposição em IA, semicondutores, nuvem e infraestrutura digital, onde o fluxo global permanece, mas reforça que a convicção convive com gestão de risco, e não com euforia linear, sendo a ampliação da diversificação cambial a peça nova mais relevante.

Na renda fixa, o juro real elevado é tratado mais como oportunidade do que como ameaça para quem tem horizonte longo e disciplina para carregar a posição, ainda que o gatilho de marcação de curto prazo não esteja claro. Os títulos IPCA+ longos são mantidos, com peso aparado para acomodar a posição cambial, e introduz-se uma posição inicial em prefixado, forma de travar taxas nominais elevadas para quem avalia que os juros estão próximos do pico, com a perna de caixa e juro real conectando-se à carteira RF+. Em criptoativos, a postura permanece cautelosa e concentrada no segmento de maior liquidez, condicionada ao apetite por risco e ao dólar, sem catalisador que justifique elevar exposição.

Carteira BDR 5+

 A carteira BDR 5+ apresentou uma alta de 31,03% no mês de junho. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho negativo de -0,79%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade alta de 85,58% contra uma alta de 3,54%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de junho, foram mantidas as ações recomendadas.


A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs Não Patrocinados-GLOBAL (BDRX) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas BDRs de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.

Carteira RF+

 A carteira RF+ apresentou uma alta de 0,94% no mês de junho. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,07%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 6,38% contra uma alta de 6,79%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de junho, não houve alteração na carteira. 

A Carteira RF+ tem por objetivo superar a performance do CDI no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ETFs de Renda Fixa atrelados ao mercado brasileiro fazem parte do universo de escolhas. A carteira é elaborada com apoio e orientação do Estrategista Macro Roberto Motta.

 

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