Filipe Villegas
Estrategista de Ações
Acompanhe o conteúdo e veja como fica a carteira recomendada de BDRs e as carteiras de ETFs e cripto para setembro de 2026.
Agosto foi o mês das carteiras que olham para fora. Enquanto a bolsa brasileira andou de lado, a bolsa americana se recuperou embalada pela expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve, e o mercado de ativos digitais viveu uma recuperação forte depois de meses difíceis. O câmbio completou o quadro: quem carrega ativo dolarizado teve o vento a favor mais uma vez, e o índice de BDRs subiu 6,04% no mês, o melhor desempenho entre os índices locais.
Dentro da tecnologia americana, porém, a liderança rodou, no mesmo movimento que descrevemos na carta de ações. O dinheiro saiu dos nomes que puxaram a primeira metade do ano e migrou para histórias de recuperação e para setores que tinham ficado para trás. Setembro concentra o risco no dia 16, quando saem as decisões do Federal Reserve e do Copom, e é para esse calendário que as carteiras estão montadas.
A carteira BDR 5+ apresentou uma alta de 6,28% no mês de agosto. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho positivo de 6,04%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade alta de 41,06% contra uma alta de 7,55%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de agosto, saíram as ações da Applied Materials Inc (A1MT34), Apple Inc (AAPL34) e Snowflake Inc (S2NW34). Com Inclusão das ações da Moderna, Inc (M1RN34), CrowdStrike (C2RW34) e Airbnb (AIRB34).
Estados Unidos:nas últimas semanas de outubro, investidores começaram a se preparar para um possível “pivot do Fed”, que podemos traduzir como decisões de política monetária menos duras “dovish”. A primeira semana de novembro, quando teremos a reunião do FOMC, será essencial para o mercado confirmar essa tese. Nossa opinião é que existe uma boa possibilidade desse movimento ocorrer, o que seria positivo para ativos de risco, como ações e criptoativos. Porém, além da decisão do FOMC, é necessário que os dados da inflação e do mercado de trabalho contribuam para isso. Apesar dessa possível sinalização, ainda não estamos otimistas com todos os setores americanos. Assim, deveremos ser seletivos nas escolhas. A mudança da narrativa da inflação para a da recessão poderá possibilitar a abertura de oportunidades, mas que devem ser executadas com cautela.
A carteira RF+ apresentou uma alta de 1,04% no mês de agosto. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,09%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 8,82% contra uma alta de 9,32%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de agosto, foi feita a inclusão da ETF, Inflação Curto Prazo (B5P211).
A Carteira RF+ tem por objetivo superar a performance do CDI no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ETFs de Renda Fixa atrelados ao mercado brasileiro fazem parte do universo de escolhas. A carteira é elaborada com apoio e orientação do Estrategista Macro Roberto Motta.

Data base da informação: 02/2022. Rentabilidade passada não apresenta garantia de rentabilidade futura. A rentabilidade divulgada já é líquida da taxa de administração, mas não é líquida de impostos (IR e IOF), exceto para os Fundos de Debêntures Incentivadas. Leia sempre o prospecto e o regulamento antes de investir. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador, do gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou Fundo Garantidor de Crédito - FGC. Para a avaliação da performance de um fundo de investimento, é recomendável a análise de, no mínimo, 12 (doze) meses.