Filipe Villegas
Estrategista de Ações
Acompanhe o conteúdo e veja os melhores BDRs e ETFs para investir em junho de 2026.
No exterior, o mês de maio consolidou duas forças que se retroalimentam. De um lado, a rotação global rumo a inteligência artificial e semicondutores manteve as bolsas americanas renovando recordes, com a cadeia de chips acumulando ganhos expressivos ao longo do mês. De outro, o petróleo deixou de ser um choque puramente geopolítico e virou trava para os bancos centrais: mesmo com a trégua preliminar entre Estados Unidos e Irã derrubando o barril na reta final, o núcleo de inflação resiliente manteve o Fed reticente em sinalizar cortes, e a transição para um comando mais duro no banco central americano adicionou incerteza.
No tabuleiro global, o eixo foi o petróleo e a negociação entre Estados Unidos e Irã. Após semanas de escalada, com o barril tocando máximas na primeira quinzena, a trégua preliminar e o recuo do petróleo abriram um risk-on tático liderado pela tecnologia. O alívio, porém, não virou cheque em branco: o núcleo de inflação americano resiliente e um Fed preocupado em não afrouxar cedo demais mantiveram juros altos por mais tempo como cenário-base, com a volatilidade migrando do índice de ações para a curva de juros e o câmbio. A Europa segue debatendo inflação e crescimento, e a China oferece sinais mistos de atividade. Para junho, os gatilhos se concentram no payroll de 05/06, no ISM de serviços de 03/06 e na leitura de PCE de 26/06, com qualquer surpresa altista reabrindo pressão sobre os múltiplos globais.
Estados Unidos:nas últimas semanas de outubro, investidores começaram a se preparar para um possível “pivot do Fed”, que podemos traduzir como decisões de política monetária menos duras “dovish”. A primeira semana de novembro, quando teremos a reunião do FOMC, será essencial para o mercado confirmar essa tese. Nossa opinião é que existe uma boa possibilidade desse movimento ocorrer, o que seria positivo para ativos de risco, como ações e criptoativos. Porém, além da decisão do FOMC, é necessário que os dados da inflação e do mercado de trabalho contribuam para isso. Apesar dessa possível sinalização, ainda não estamos otimistas com todos os setores americanos. Assim, deveremos ser seletivos nas escolhas. A mudança da narrativa da inflação para a da recessão poderá possibilitar a abertura de oportunidades, mas que devem ser executadas com cautela.
A carteira internacional já vinha recalibrando para fora da tecnologia pura, reforçando infraestrutura de data centers, semicondutores estratégicos e mineradoras de ouro como hedge geopolítico. O mês validou esse desenho com folga: foi a carteira de BDRs que liderou o desempenho, surfando exatamente o fluxo que faltou ao Brasil. Para junho, a casa mantém a exposição internacional via BDRs e ETFs aos temas estruturais de IA, semicondutores e data centers como a tendência mais limpa, preservando o ouro como proteção. Na renda fixa, o juro real elevado virou o principal concorrente da bolsa: maior peso em pós-fixados, ainda atrativos com a Selic em patamar restritivo, e em títulos indexados à inflação, com alocação gradual nos vencimentos mais longos. Em criptoativos, o Bitcoin lateralizado mantém peso defensivo, com a perna mais agressiva reduzida.
A carteira BDR 5+ apresentou uma alta de 34,10% no mês de maio. No mesmo período, o Índice de BDRs (BDRX) obteve um desempenho positivo de 9,22%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade alta de 41,64% contra uma alta de 4,36%, no mesmo período, do Índice de BDRs (BDRx). Em relação ao mês de maio, saíram as ações da Taiwan Semiconductor (TSMC34). Com Inclusão das ações da Dell (D1EL34).
A Carteira BDR 5+ tem por objetivo superar a performance do Índice de BDRs Não Patrocinados-GLOBAL (BDRX) no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas BDRs de empresas com volume financeiro médio nos últimos 3 meses, superiores à R$ 1 milhão fazem parte do universo de escolhas.
A carteira RF+ apresentou uma alta de 1,39% no mês de maio. No mesmo período, o CDI obteve um desempenho positivo de 1,02%. No ano de 2026 a carteira apresenta rentabilidade positiva de 5,39% contra uma alta de 5,60%, no mesmo período, do CDI. Em relação ao mês de maio, não houve alteração na carteira.
A Carteira RF+ tem por objetivo superar a performance do CDI no longo prazo, onde, por critério de escolha, apenas ETFs de Renda Fixa atrelados ao mercado brasileiro fazem parte do universo de escolhas. A carteira é elaborada com apoio e orientação do Estrategista Macro Roberto Motta.

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